Contador

Violência em Emaús: bandidos atiram contra policiais e invadem Base Aérea


Roberto Lucena

Foto: Jefferson Lira

Homens da Polícia Militar estão realizando, nesse momento, uma busca a três homens armados que estavam num carro Eco Sport, placas MXP 1767, e trocaram tiros com policias do Grupo Tático Operacional (GTO). A ação acontece no bairro de Emaús, em Parnamirim. Um helicóptero ajuda na busca dos elementos.

Segundo informações do major Jair Júnior, comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar, os homens fazem parte de uma quadrilha acusada de cometer assaltos a bancos, agências dos Correios e carros-forte. “O GTO fez a abordagem e eles reagiram atirando contra a viatura. Já localizamos uma residência que servia de abrigo para a quadrilha”, disse.

Além de localizar o esconderijo dos bandidos, a polícia apreendeu quatros veículos roubados, 3 armas e uma mulher está presa. “Assim que a perícia for realizada, iremos divulgar o local”, informou o major. Militares da Aeronáutica estão ajudando na busca. O carro usado pelos bandidos foi abandonado na Rua Monsenhor Walfredo Gurgel, próximo ao ginásio de esportes do bairro.

Joanilson: "Os candidatos ao Senado fazem um ping-pong perverso com o povo"


O advogado Joanilson de Paula Rêgo, que entre outros cargos foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB-RN), apresenta seu nome, nas eleições deste ano, como pré-candidato a senador. Com experiência de outras disputas eleitorais, Dr. Joanilson acredita que contará com o segundo voto do eleitor para conseguir vitória nas urnas. Na semana passada, o pré-candidato foi entrevistado pelos jornalistas Cefas Carvalho e Roberto Lucena. Confira a entrevista:

Cefas Carvalho: O senhor é pré-candidato ao Senado. Temos aí três líderes políticos (José Agripino, Garibaldi Filho e Wima de Faria), chamados de caciques, na disputa. Qual a avaliação que faz desse cenário?
Eu vejo isso por partes, mas no final é sempre a mesma coisa. É um ping-pong maldito para o povo que vai de governador para senador, de governador para senador, como se houvesse legitimidade nessa permanência que contraria a temporariedade da vida eletiva. Tudo que caracteriza a realeza, e não a democracia, acontece com essas três candidaturas anacrônicas, sem razão de ser, que surpreende e afronta qualquer sentimento de mudança verdadeira. A perpetuação dessas pessoas é ofensiva à democracia. Eles, no passado, podem até ter prestado serviços à população, mas, agora, eles estão usurpando, praticando uma apropriação indébita de mandatos que são do povo.

CC: Sua candidatura, a de Sávio Hackradt (PCdoB) e até mesmo de Hugo Manso (PT) podem oxigenar a disputa ao Senado?
Os três candidatos ao Senado que eu enxergo com mais legitimidade são Hugo Manso, Sávio Hackradt e, modéstia a parte, eu. Esses é que deveriam estar sendo apontados pelo povo como “os nossos candidatos”. Os outros três são os candidatos da perpetuação, da conservação e reação às mudanças que têm de ocorrer. Os políticos profissionais, carreiristas políticos, que nunca tiveram outra ocupação. Eles tentam a reeleição a qualquer preço.

Roberto Lucena: E como enfrentar as forças dos políticos com essas características?
Com a força do povo. Digo muito que é com as bênçãos de Deus e a força do povo, mas não quero usar o nome de Deus em vão, por isso fico somente com a força do povo. A força do segundo voto. Um voto é dado por gratidão, por esquema partidário ou mesmo por paixão. O povo sabe que precisa de mudanças, mas sem traumas. O povo está querendo dar um voto na mudança e outro no conservadorismo. Muitas pessoas dizem que votam em mim e em Garibaldi, ou em mim e Wilma ou em Agripino. Isso é uma realidade que não podemos mudar. O povo sabe o que faz e o que quer. Acho que o enfrentamento dessa trindade, supostamente vitoriosa, tem que ser feita no segundo voto.

CC: Qual o projeto do PSDC para as eleições desse ano? Com quem vai se coligar?
Uma senhora, lá no Alecrim, me disse: “Dr. Joanilson, o senhor abriu a consciência do povo para as injustiças do sistema”. Eu disse: “Não, senhora, eu só lutei contra as oligarquias”. Ela respondeu: “Dr., mas as oligarquias são o sistema”. Ou seja, ela me deu uma aula. Antes de sair, ela disse mais: “O senhor é o melhor candidato a senador, se continuar sozinho. Se o senhor se juntar, não sei se continua sendo o melhor”. Essa advertência ficou em mim.

RL: Mas para a Assembléia Legislativa, como fica?
Possivelmente, nas chapas proporcionais, faremos aliança. Uma das alianças pré-definidas é com o PHS. Com o PSL também. Com o PTC possivelmente. Esses partidos se unirão. Eu estou com um pensamento universal a cerca da necessidade do Rio Grande do Norte se apresentar no Senado através de uma pessoa que procurará Pedro Simon (PMDB), Paulo Paim (PT), Cristovam Buarque (PDT), Eduardo Suplicy (PT). Tirando pouquíssimas pessoas do Senado, a verdade é que todos eles participaram das eleições de Renan Calheiros, Sarney. Todos estão envolvidos até a medula com esse pessoal. Aqui [no RN], é que eles vestem a roupa de anjo, mas na realidade, são todos do mesmo esquema. É necessário alguém que represente o povo.

RL: O senhor afirma que o povo não quer uma mudança drástica, por isso mesmo deverá votar em um dos três caciques e o segundo voto deverá ser em outro candidato. Entre Wilma de Faria, José Agripino e Garibaldi Alves Filho, qual seria então o candidato merecedor desse voto?
Sua pergunta está bem formulada, mas eu prefiro falar um pouco sobre a parte boa de cada um deles. Por exemplo, a ex-governadora Wilma sempre procurou caminhar de mãos dadas com partidos progressistas. Isso já é uma credencial positiva para qualquer pessoa. No que diz respeito a Agripino e Garibaldi, destaco o que eles fizeram enquanto governadores. Mas as credenciais políticas do momento, no que diz respeito a doutrina e mudanças essenciais, o erguer de bandeira que justifiquem a aprovação popular, tenho dificuldades de destacar.

RL: Como o senhor analisa a candidatura de Carlos Eduardo a governador?
No início, quando ele surgiu com discurso de independência, fiquei confiante. Esperava inclusive que os candidatos a senador seriam Sávio e eu. Mas surgiu Álvaro Dias dizendo que o segundo voto é em Garibaldi. Então assim, com esse projeto familiar, eu não participo. Com esses cálculos de conveniência, em mesas de conta de dinheiro ou tempo de televisão, não sento.

Festival de Cannes terá início no dia 12


Este blogueiro-cinéfilo já está na expectativa com o próximo Festival de Cinema de Cannes, que acontece entre os próximos dias 12 e 23 de maio. Adoro festivais de cinema e premiações cinematográficas, senão por outras razões, por anteciparem filmes de qualidade. Recordo que no festival de Cannes do ano passado, quando vi na lista dos competidores os novos filmes de Michael Haneke, Pedro Almodóvar e Lars Von Trier, antevi que seriam películas que eu iria gostar. Dito e feito. Adorei “A fita branca” e “Os abraços partidos” e fiquei fascinado com o polêmico “Anticristo”.

Neste ano, a lista de competidores tem menos nomes de peso e mais cineastas emergentes. Pretendo economizar meus trocados para conferir – quando vier por estas bandas natalenses, na sessão de arte, é claro – o novo de Iñarritu (“Babel”, “Amores brutos”): “Biutiful” (sim, o nome é assim mesmo).

Os novos de Mike Leigh e Takeshi Kitano também dão água na boca. E a nova safra francesa vem mostrando bons filmes em Cannes (“O profeta”, “Canções de amor”.
O júri desta 63ª edição de Cannes é presidido por Tim Burton e conta com os diretores Victor Erice e Shekhar Kapur, os atores Benicio Del Toro, Kate Beckinsale e Giovanna Mezzogiorno, o diretor do Museu Nacional do Cinema Italiano Alberto Barbera e o escritor, roteirista e diretor Emmanuel Carrere. Segue abaixo link de uma bela reportagem do UOL sobre o festival e a lista da competição oficial e da mostra Um Certo Olhar:

http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticia/carregar/titulo/divulgada-a-lista-de-filmes-que-estarao-no-festival-de-cannes-de-2010/

Filmes que competem à Palma de Ouro

Tournée, de Mathieu Amalric
Des Hommes et des Dieux, de Xavier Beauvois
Hors la Loi, de Rachid Bouchareb
Biutiful, de Alejandro González Iñarritu
Un Homme que Crie, de Mahamat-Saleh Haroun
Housemaid, de Sangsoo Im
Copie Conforme, de Abbas Kiarostami
Outrage, de Takeshi Kitano
Poetry, de Chang-dong Lee
Another Year, de Mike Leigh
Fair Game, de Doug Liman
You. My Joy, de Sergei Loznitsa
La Nostra Vita, de Daniele Luchetti
Utomlyonnye Solntsem 2, de Nikita Mikhalov
La Princesse de Montpensier, de Bertrand Tavernier
Loong Boonmee Raleuk Chaat, Apichatpong Weerasethakul

Mostra Um Certo Olhar

Blue Valentine, de Derek Cianfrance
O Estranho Caso de Angélica, de Manoel de Oliveira
Les Amours Imaginaires, de Xavier Dolan
Los Labios, de Ivan Fund e Santiago Loza
Simon Werner a Disparu, de Fabrice Gobert
Film Socialisme, de Jean-Luc Godard
Unter die Stadt, de Christoph Hochhäusler
Rebecca H. (Return to the Dogs), de Lodge Kerrigan
Pál Adrienn, de Ágnes Kocsis
Udaan, de Vikramaditya Motwane
Marti, Dupa Craciun, de Radu Muntean
Chatroom, de Hideo Nakata
Aurora, de Cristi Puiu
Ha ha ha, de Sangsoo Hong
Life Above All, de Oliver Schmitz
Octubre, de Daniel Vega
R U There, de David Verbeek
Rizhao Chongqing, de Xiaoshuai Wang

Ex-prefeito de Macaíba é investigado pelo Ministério Público


Tramita no Ministério Público Estadual, através da sua 2ª Promotoria de Justiça, um Inquérito Civil Público contra o ex-pre­feito Fernando Cunha Lima Bezerra. Ele teria contratado os serviços da empresa NT Systems Informática Ltda. e pago de forma irregular.
De acordo com o Inquérito, a empresa teria sido contratada pela Pre­feitura de Macaíba para fornecer softwares educativos e ministrar cursos de capacitação em informática para 179 educadores, que deveriam utilizar o extinto Centro de Inclusão Digital do município como complemento pedagógico para seus alunos. O problema é que, apesar do serviço ter sido realizado apenas parcialmente, o contrato não foi suspenso e todos os pagamentos foram realizados normalmente. A prefei­tura repassava à NT Systems a quantia de R$ 25 mil por mês.
O Inquérito 01/2008, aberto pela promotora de Justiça Raquel Medeiros Germano em 14 de janeiro de 2008, aponta ainda como agravante o fato de o então prefeito ter sido recomendado pela Controladoria Geral do Município a cancelar o contrato, em 2007, o que não foi feito. E isso deverá resultar no seu indiciamento pelo crime de improbidade administrativa. Segundo informações, Fernando Cunha teria autorizado indevidamente o pagamento de pelo menos R$ 378 mil, uma vez que o contrato foi firmado em março de 2006 e suspenso em novembro de 2007, após a recomendação.

Os 10 filmes que a poeta Anne Guimarães levaria para uma ilha deserta



1- Diário de uma paixão - Nick Cassavetes
2- Crash, No Limite - Paul Haggis
3- Os Miseráveis - Bille August
4- Lado a Lado - Chris Columbus
5- Alguém Tem Que Ceder - Nancy Meyers
6- Um Sonho de Liberdade - Frank Darabont
7- Closer - Mike Nichols
8-O Morro dos Ventos Uivantes - Peter Kosminski
9- Cidade dos Anjos - Brad Silberling
10- A casa do lago - Alejandro Agresti

Artista plástico assuense vai expor no Bardallos


O artista plástico assuense Wagner de Oliveira é o próximo convidado a expor na galeria do Bardallo’s Comida & Arte. A abertura da exposição intitulada ASSUasMulheres ocorre neste sábado 8 de maio, Dia do Artista Plástico, às 20h. A exposição, que fica aberta ao público até 31 de maio, é composta de 20 trabalhos em óleo sobre tela, pastel sobre canson, acrílica sobre tela e grafite sobre canson.

Autodidata, filho do pintor e músico Barrinha, Wagner de Oliveira revela que o primeiro contato com as artes plásticas se deu aos sete anos por meio de revistas e livros com pinturas de Leonardo da Vinci, Monet, Picasso e Van Gogh. Mas a principal influência não veio do universo pictórico e, sim, dos quadrinhos dos anos 1980, notadamente Mozart Couto, Eugênio Colonnese, Edmundo Rodrigues e Flavio Colin. Naquela época, apaixonado por gibis, Wagner começou a absorver as técnicas desses quadrinistas. “Quando comecei a pintar tinha umas seis bisnagas com cores diferentes, mas nenhuma delas era da cor de pele, então resolvi usar o marrom e pintar uma linda negra. Se você pegar as mulheres de Mozart Couto, transformá-las em mulatas, e as colocar em uma tela, vem logo a comparação com Di Cavalcanti”, ilustra.

SERVIÇO:
Abertura da exposição “ASSUasMulheres”.
Local: Bardallo’s Comida & Arte. Rua Gonçalves Lêdo, 678. Cidade Alta.
Data: 8 de maio de 2010.
Hora: 20 horas.
Entrada gratuita.

Pedofilia é uma coisa, efebofilia é outra, afirma bispo católico


Quando este blogueiro imaginava que nada mais vindo da Igreja Católica poderia me chocar, eis que leio declaração do bispo emérito de Blumenau (SC), dom Angélico Sândalo Bernardino dizendo que “é preciso distinguir os casos de abusos contra crianças e os casos de abusos cometidos contra adolescentes”. O ilustre bispo ainda ratificou (ou ratzengerficou) que “pedofilia” é uma coisa. “Efebofilia” (atração por adolescentes acima de 12 anos) é outra. Ah, sim, dom Angélico (sic), agora ficou entendido. E quanto àquela história de celibato, como é que fica?


Ah, para ler reportagens sobre o assunto, eis os links:

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=999925&tit=Bispo-pede-distincao-entre-abusos-contra-crianca-e-adolescente

http://www.agora.uol.com.br/brasil/ult10102u730912.shtml

Foto: Divulgação da Diocese de Blumenau (Dom Angélico Sandalo).

Os retratos de Dorian Gray


Abrindo as comemorações alusivas ao dia do Artista Plástico e do Pintor, o Centro de Documentação Cultural Eloy de Souza da Fundação José Augusto, promove a exposição Dorian Gray - Acervo do Artista. Trata-se de uma homenagem especial ao pintor, tapeceiro, gravador, e muralista que este ano, celebra oitenta anos de vida e sessenta de atividades artísticas.

O vernissage acontece sexta-feira, 7 de maio de às 19h30 no Palácio da Cultura, ocasião em que poeta e escritor e Paulo de Tarso Correia de Melo fará uma homenagem a este ilustre artista potiguar. A mostra apresenta 25 obras do acervo particular de Dorian Gray, datadas a partir dos anos cinqüenta, entre estas, obras que fizeram parte da sua primeira exposição individual.

Foto: Alex Gurgel.

Rede Potiguar de Música (RPM) terá lançamento oficial hoje


Daqui a pouco, nesta terça-feira, dia 4, a partir das 18h na Casa da Ribeira, a Rede Potiguar de Música (RPM) promove lançamento oficial com pocket-shows de alguns artistas já associados à rede. Acesso gratuito.
Apoio: Agência Cultural do Sebrae – RN e Casa da Ribeira

Programação
18h – Poetas Elétricos – café da Casa
18h20 – Camarones Orquestra Guitarrística – palco
18h40 – Clara e a Noite – café da Casa
19h – Carlos Zens – palco
19h20 – Júlio Lima – café da Casa
19h40 – Pádua – palco
20h – Esso – café da Casa
20h20 – Seu Zé – palco

Mais informações:
9404-6787

www.redepotiguardemusica.blogspot.com

Foto: Os Poetas Elétricos (Divulgação)

Os 10 filmes que o poeta Gilmar Leite levaria para uma ilha deserta



1º Lua de Fel (Roman Polanski)
2º Les Miserábles (Josée Dayan),
3º Cinema Paradiso (Giuseppe Tornatore)
4º Dogville (Lars Von Trier)
5º Os 3 filmes "O Poderoso Chefão" (Coppola)
6º Jornada da Alma (Roberto Faenza)
7º Lisbela e o Prisioneiro (Guel Arraes)
8º Silêncio dos Inocentes (Johnatan Demme)
9º Era uma vez na América (Sergio Leone)
10º Tempos Modernos (Chaplin)

Os livros de auto-ajuda e suas regras que de pouco valem


Cefas Carvalho

Dia desses, não recordo como, recebi panfleto de uma editora com os livros recomendados para se adquirir e presentear os entes queridos. Devorador de livros que sou, desandei a ler os títulos sugeridos. Uma sensação desagradável apoderou-se de mim. Explico: todos, repito, todos os 41 livros sugeridos eram de auto-ajuda ou com teor edificante. Desde uma bem intencionada biografia de Michelle Obama (“A primeira dama da esperança”, de Elizabeth Lightfoot”) até títulos a meu ver bizarros como “Casais inteligentes enriquecem juntos” (de Guatavo Cerbasi) e “Como educar crianças temperamentais” (de George Kapalla).
Tenho amigos que não lêem este tipo de livros, mas, almas boas que são, mostram tolerância com tais obras, seus autores e seus leitores. Não eu. Para mim são um desserviço à literatura, ao mercado editorial e aos leitores. Quem os compra, acredita piamente que vai ter sua vida modificada. Um engano. Um livro só muda a vida de alguém quando você aplica o livro à sua vida, como muita gente já fez com “Sidarta”, de Hesse, “On the road”, de Kerouac, não o contrário, de aplicar sua vida às regras que um livro de auto-ajuda coloca. Ora, para estes livros, todos são iguais. Como comparar uma criança dinamarquesa com uma carioca? Como o mesmo livro determinar igual educação para um menino afegão e uma menina chilena?
Detesto essa mania dos tempos atuais de toda ajuda ser decodificada e específica.Ora, um livro só vai servir para a sua vida pelo que você retira do livro, como alguém que descobre na dor de uma Florbela Espanca a sua própria dor e aquele livro de poesias passa a dar alívio.
Para mim, e já escrevi isso antes, auto-ajuda é a leitura de obras que como diz Milan Kundera, investiguem o ser humano.
Ah, voltando ao catálogo dos livros, nada se compara a “O reencontro das borboletas apaixonadas”, de Keith Richardson, que tem o subtítulo “Uma viagem em busca da autodescoberta espiritual”. Gastar 42 pilas em um livro com este título? Ninguém merece. Ou melhor, muita gente até merece ler esse tipo de coisa. Que as borboletas fiquem com seus leitores e que continuemos nossa peregrinação em sebos e livrarias atrás de obras de Agualusa, Saramago e Dalton Trevisan.

"Agnelo deveria se aposentar da política", diz vereador Siderley


Vereador eleito em 2008 para o primeiro mandato, sendo o segundo mais votado (2.644 votos), Siderley Bezerra da Silva (PV) concedeu entrevista aos jornalistas Cefas Carvalho e Roberto Lucena. Casado, pai de duas filhas, o empresário mora em Cotovelo, Litoral de Parnamirim. A região é onde está localizada a base eleitoral do vereador. Nessa entrevista, Siderley fala sobre os trabalhos na Câmara, política e eleições 2010. Confira:

Cefas Carvalho: O que acha dessa quantidade de pré-candidatos a deputado estadual em Parnamirim? Da Câmara, por exemplo, temos dois nomes e mais Gilson Moura (PV) e Agnelo Alves (PDT).
Acho que é positivo. Sendo da cidade de Parnamirim, é sempre uma boa opção ter vários candidatos para que a população possa escolher um deles.

Roberto Lucena: O senhor já escolheu?
Já. Já tenho os meus candidatos, mas só vou divulgar na hora certa.


RL: O senhor faz parte da mesma legenda do deputado estadual Gilson Moura, PV. Muitos criticam Gilson porque acham que ele não representa a Parnamirim na Assembléia Legislativa. Como o senhor analisa essas críticas?
Gilson Moura é uma pessoa que vem trabalhado muito e acho que é uma boa opção para candidato a deputado estadual.


CC: O senhor acha que Parnamirim pode eleger dois deputados? Por exemplo, Agnelo e Gilson?
Não. Parnamirim tem condições de eleger um deputado se todos se reunirem em torno de um único nome. Mas se for com essa quantidade de nomes, não elege.

CC: Então a quantidade de pré-candidatos pode prejudicar?
Com certeza.

RL: E qual seria o nome ideal para unir forças?
Primeiro, eu acho que Agnelo não deveria ser candidato. Ele deveria se empenhar na candidatura do filho [Carlos Eduardo] para governador do estado. Ele [Agnelo Alves] deve se aposentar e ficar em casa balançando o pé na rede. Agnelo é morador de Natal e a vez dele já passou.

RL: Agnelo deve ficar nos bastidores?
A vez dele já passou. O que ele tinha de fazer pela cidade, já fez.

RL: Desse modo o senhor descarta o nome de Agnelo para ser o candidato de consenso...
Sem sombra de dúvidas.

RL: Quem seria esse candidato então?
Em Parnamirim, tem um nome muito bom que é Rosano Taveira (PRB). Um homem íntegro, que tem prestado muito serviço a Parnamirim. Uma pessoa que tem zelo pelo dinheiro público. Para mim ele é uma unanimidade e um professor na área de política.


RL: Na campanha de 2008 o senhor era oposição. Depois de eleito, passou para situação. Como foi essa virada?
Veja bem: fui oposição não porque quis. Maurício sabe porque fui oposição e, logo quando acabou a eleição, me chamou para gente conversar. Independente de qualquer coisa, somos amigos.

RL: Então foi tranqüilo?
Sim. Eu passei a campanha toda sem bater em Maurício. Nunca.

RL: Mas em Agnelo era diferente?
Agnelo foi o motivo de eu não ter apoiado Maurício.

CC: Clênio Santos (PV) afirmou que Gilson Moura está afastado de Parnamirim. Concorda com isso?
Depois da campanha, nós nos afastamos. Mas, até onde sei, Gilson tem feito visitas à cidade. Não tenho conhecimento de um afastamento dele.

RL: Maurício já definiu os votos dele e disse que irá pedir que os secretários, os amigos, sigam os votos dele. O senhor seguirá essa recomendação? Vota como o prefeito?
Nesse ponto, não. Ele [Maurício] terá que me perdoar, mas não vou acompanhar alguns votos dele, inclusive o estadual, se for Agnelo. Não voto nele [Agnelo] em hipótese nenhuma.

RL: Porque essa decisão? Algum problema pessoal com o ex-prefeito?
Não é pessoal, mas para mim ele não foi uma pessoa correta, de palavra.

RL: E como gestor?
Foi um bom prefeito porque pegou Parnamirim numa boa fase financeira, diferente do que ocorre hoje. Agnelo soube aproveitar a oportunidade e soube trabalhar. Não fez mais do que a obrigação dele. Ele foi um bom gestor, e não um deus. As pessoas endeusam Agnelo, mas ele não é Deus. Ele foi um bom político.

Rock, chorinho, MPB, teatro e a malicia de Cabrito: muitas alternativas para o 1º de maio


Neste sábado 1º de maio, Dia do Trabalhador, um feriado para natalense nenhum botar defeito, com opções culturais para todos os gostos. E bolsos. Vamos às alternativas que este blog pinçou:

Na orla de Ponta Negra, às14h, quatro palcos com quatro shows diferentes: Elia Rosa, Khrystal, Isaque Galvão e a dupla Antonio de Pádua e Gilberto. Gratuito, claro.

No casanova Eco Bar, ali perto no natal Shopping, às 16h, apresentação com o samba Buraco da Catita. Couvert e consumação.

No Centro Social de Pium, haverá o lançamento do Ponto de Cultura e Cineclube Pium. A partir das 19h. Palestras, apresentações e show com a banda Camarones Orquestra Guitarrística.

Teatro de qualidade: Na Casa da Ribeira às 20h, mais uma encenação da peça “A mar aberto”. Entrada 10 reais.

Para roqueiros e quem curte shows de grande porte, no Imirá Plaza, Paralamas do Sucesso e Ara Ketu. A partir das 22h, com entradas que vão de 30 pilas a 70 (camarotes).

Por fim, talvez a programação mais inusitada na noite. O músico Cabrito (nomes artístico de Tertuliano Aires) fará show chamado “Neste dia o trabalhador goza” às 21h no Veros, classificado pelo “rilise” como um bar tipo “ambiente masculino”. Entrada permitida apenas para maiores de 18 anos. A entrada de 10 paus (ops) também dá direito ao CD “Os nominhos que ela tem”. Para quem não conhece a obra de Cabrito, ela é calcada no fescenino da cultura popular sertaneja. Trocando em miúdos, é putaria mesmo. Engraçada, maliciosa e coberta com ótimas melodias e arranjos. Os puritanos, que nem cheguem perto do Veros (atrás do Sam´s Clube). Os fãs, preparem os embalos para o sábado a noite com Cabrito.


Foto: Cabrito, por Hugo Macedo

Henrique e o celular


O blog reproduz "causo" dos mais engraçados escrito pelo jornalista Oliveira Wanderley (www.oliveirawanderley.com.br). Confira:

"O deputado federal Henrique Alves(na foto telefonando), presidente estadual do PMDB, é conhecido pelo uso constante do telefone celular.

Em qualquer lugar que Henrique está é comum vê-lo com o celular no ouvido.

Dizem as más línguas, que muitas vezes Henrique faz de conta que está falando com alguém ao telefone para fugir do assédio de correligionários e até da imprensa.

Numa das visitas de Henrique ao interior teria acontecido uma cena engraçada.

Uma liderança política teria se aproximado de Henrique para conversar com ele.

Tentando fugir do assédio da liderança, o deputado teria sacado o celular do bolso como fosse falar com alguém.

A liderança, calmamente, se dirige a Henrique e sapeca: “Deputado, aqui na nossa cidade ainda não tem sinal de celular”.

Henrique teria ficado todo sem jeito."

Larissa como vice de Iberê beneficia a ele, mas, também ao grupo político dela


A possibilidade da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) ser candidata a vice na chapa de Iberê Ferreira de Sousa (PSB) pode fortalecer o grupo político dela. Afinal, a possível condição para tal seria apoio total de Iberê à reeleição de Sandra Rosado à federal e a eleição de alguém do grupo - possivelmente o vereador Lahyre Rosado Neto - para a vaga de Larissa na Assembléia.

Larissa é vista pelo "iberezismo" como a candidata idela a vice: é jovem, carismática, daria leveza à chapa e, melhor de tudo, atua politicamente em Mossoró, "roubando" votos de Rosalba Ciarlini (DEM).

José Agripino e o Regime Militar (artigo de Antonio Capistrano)


Antônio Capistrano

O senador José Agripino concedeu uma entrevista ao jornalista Bruno Barreto, editor político do jornal “O Mossoroense”, jornal matutino da cidade de Mossoró-RN. Ele foi indagado se tinha se arrependido de ter apoiado o Regime Militar, Agripino respondeu: “Eu não apoiei o Regime Militar. Nunca apoiei o Regime Militar. Pelo contrario. Eu fui prefeito no final do Regime Militar. Eu teria razões para me orgulhar de ter sido artífice da transição e da redemocratização. Ao romper com o meu partido, passando a apoiar, no Colégio Eleitoral, o nome de Tancredo Neves para presidente da república, do ponto de vista político e administrativo paguei um preço alto, na época eu era governador e muito do que estava comprometido de verbas para a minha ação no governo, foi cortada. Além do desgaste político de apoiar o mesmo candidato do meu adversário Aluízio Alves”.

Essa é a versão do senador José Agripino Maia. Mas, a verdade é outra, existem alguns equívocos ou inverdades nessa história contata pelo senador, vamos aos fatos.
José Agripino foi escolhido, pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, prefeito de Natal em 1979, portando em pleno Regime Militar e não no final como ele diz na entrevista.

O nome de José Agripino foi encaminhado para ser homologado pela Assembleia Legislativa como prefeito da capital por Lavoisier Maia, seu primo e substituto do governador Tarcisio Maia, pai de Agripino. Vale salientar que Tarcisio e Lavoisier foram nomeados governadores biônicos pelo Regime Militar com a concordância de Aluízio Alves, naquele momento, correligionário político de ambos.

No Rio Grande do Norte todos se lembram da famosa “Paz Pública” (entendimentos entre os Alves e os Mais) que resultou na escolha de: Lavoisier Maia para governador do estado, Jessé Pinto Freire para o senado e José Agripino Maia para prefeito da Capital. Aluízio indicou o vice-governador, o escolhido foi Geraldo Melo, todos da Aliança Renovadora Nacional – ARENA, base política do regime militar.

José Agripino exerceu a função de prefeito biônico de Natal de 1979 a 1982, foi a sua iniciação na vida política do estado, antes era um mero desconhecido. O Regime Militar teve como último ditador o general João Batista Figueiredo que governou até 1984. Portanto, Zé Agripino Maia foi prefeito de Natal em plena ditadura militar.
Só para lembrar. Tarcisio Maia, pai de Zé Agripino, foi nomeado governador, por indicação do general Golbery do Couto e Silva, com o apoio decisivo de Aluízio Alves, a escolha se deu em 1974, em pleno período denominado de Anos de Chumbo do Regime Militar, quando, nos porões da ditadura, bandidos torturaram e assassinaram milhares de brasileiros, alguns dos mortos eram norte-rio-grandenses. Lembro aqui os nomes de Luiz Maranhão, Iran Pereira, David Capistrano, Emanuel Bezerra, José Silton, Virgilio Gomes da Silva, Bérgson Gurjão Farias, Anatália de Souza Melo; Lígia Maria Salgado Nóbrega, Zoe Lucas de Brito e Edson Neves Quaresma, todos torturados até a morte nas masmorras da ditadura.

Outro fato narrado pelo senador que merece um esclarecimento, a sua eleição para o governo do Rio Grande do Norte em 1982 e a derrota de Aluízio Alves.
Aluízio Alves era considerado um candidato imbatível. Agripino, na entrevista ao “Mossoroense”, não disse que essa eleição foi viciada por uma legislação eleitoral casuística e ditatorial, dificultando o voto livre e democrático, fato que favoreceu ao neófito político, José Agripino. O Regime Militar criou o voto vinculado, só era permitido votar, de vereador a senador, em candidato do mesmo partido. Foi criada a figura do senador biônico. Tudo com um objetivo de prejudicar o MDB, principalmente no nordeste onde o partido, no interior, tinha uma pequena estrutura partidária e uma ampla chance de eleger alguns governadores, a maioria dos senadores e deputados federais. Cito o exemplo de Aluízio Alves, no Rio Grande do Norte e o de Marcos Freire, em Pernambuco. Os dois estavam disparados na preferência popular, eram candidatos do MDB, mas foram derrotados pela legislação eleitoral.

Na eleição de 1982, o filho de Tarcisio Maia, José Agripino Maia foi o candidato de Figueiredo ao governo do estado, Carlos Alberto de Souza foi escolhido para concorrer uma vaga no senado e o velho Dinarte Mariz, já no fim da sua liderança política, foi contemplando com o lugar de senador biônico.

Carlos Alberto que era deputado federal foi premiado por ter sido relator da CPI do atentado terrorista ao Riocentro, fato ocorrido no Rio de Janeiro em 30 de abril 1981, ele inocentou os militares envolvidos nesse ato terrorista. Além da vaga de senador no PDS, Partido de Agripino, Carlos Alberto ganhou a concessão de um canal de televisão.

Portando, José Agripino Maio, líder dos “democratas” no senado, surgiu na política potiguar graças ao Regime Militar de 1964, ele é filho político do regime ditatorial, ele não pode negar sua origem e trajetória política; pode até renegar, hoje, a ditadura militar, a quem serviu e dela recebeu as benesses do poder, mas não pode simplesmente dizer que não foi beneficiário do Regime Militar, ele e a sua família.

Agora, o senador não explicou o porquê da divisão dos Maias no colégio eleitoral que escolheu o último presidente de forma indireta. Tarcisio Maia, pai de Agripino, ficou com Mário Andreazza; Lavoisier Maia, primo de Agripino, com Paulo Maluf e, José Agripino com Tancredo Neves. Qualquer um que fosse eleito, os Maias ficariam por cima. Tipo de estratégia, historicamente, utilizada pelas oligarquias.
Não se pode negar a história, sei que ela é feita pelos vencedores e que as versões às vezes valem mais do que os fatos, mas, a verdade é essa, José Agripino Maia não pode desvencilhar a sua história política da ditadura militar, ele é fruto político, por obra e graça, do regime militar, como se diz por aqui, ele é um filhote da ditadura. Claro, que ele tem seus méritos, soube consolidar uma liderança que se iniciou biônica e depois se popularizou com a força e os instrumentos do poder.

Foto: Os jovens governador Lavoisier Maia e prefeito José Agripino Maia, ambos biônicos, ou seja, escolhidos pela ditadura militar, sem receberem sequer um voto democrático.

Os 10 filmes que o escritor e jornalista Antonio Nahud Junior levaria para uma ilha deserta



1 - O SÉTIMO SELO (DET SJUNDE INSEGLET, 1956) Ingmar Bergman
2 - A MARCA DA MALDADE (TOUCH OF EVIL, 1958) Orson Welles
3 - FAUSTO (FAUST – EINE DEUTSCHE VOLKSSAGE, 1926) F. W. Murnau
4 - A MALVADA (ALL ABOUT EVE, 1950) Joseph L. Mankiewicz
5 - NARCISO NEGRO (BLACK NARCISSUS, 1947) Michael Powell e Emeric Pressburger
6 - A DOCE VIDA (LA DOLCE VITTA, 1959) Federico Fellini
7 - ROCCO E SEUS IRMÃOS (ROCCO E I SUOI FRATELLI, 1960) Luchino Visconti
8 - A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (IT´S A WONDERFUL LIFE, 1946) Frank Capra
9 - OS CORRUPTOS (THE BIG HEAT, 1953) Fritz Lang
10 - SINFONIA EM PARIS (AN AMERICAN IN PARIS, 1951) Vincente Minnelli

Comentário de Antonio Naud: “Sou maluco por cinema. Desde menino, quando vi “Amarcord” na tevê. Já lia muito, mas aquelas imagens me levaram a um mundo encantado onde tudo parecia possível. Eu fui criado numa fazenda de cacau; era bastante solitário. À beira da tevê, o cinema me despertou paixões alucinantes: de Gene Tierney em “Laura” a Montgomery Clift em “Um Lugar ao Sol”, de Catherine Deneuve em “A Bela da Tarde” a Rock Hudson em “Almas Maculadas”. Tantos outros e outras: Aldo Ray, Burt Lancaster, Jennifer Jones, Silvana Mangano, Merle Oberon, Tyrone Power, Renato Salvatori, John Gavin etc. Masturbava-me no silêncio da noite pensando neles, embriagado pelo perfume do cacau. Depois descobri os cineastas, os roteiristas e os fotógrafos. Possivelmente Ingmar Bergman é o meu diretor favorito, mas também gosto de F. W. Murnau, John Ford, Luchino Visconti, Howard Hawks, Orson Welles, Carl T. Dreyer, Anthony Mann, Jean Renoir e Max Ophuls. Acho o cinema brasileiro bastante limitado, mas não deixo de assisti-lo. Prefiro em primeiro lugar o gênero Policial Noir, seguindo de perto por Western e Guerra. Os atores que mais admiro? Spencer Tracy e Barbara Stanwyck. Vejo um filme diariamente. Quanto tenho mais tempo, faço sessões temáticas. Hoje, por exemplo, assistirei dois filmes de Valerio Zurlini. É muito difícil listar dez filmes fundamentais. Tenho consciência de que muitas obras tocantes ficaram de fora. Sinto-me traindo “Lola Montez”, “O Leopardo”, “Teorema”, “Rastros de Ódio”, “As Mulheres”, “A Noite”, “A Primeira Noite de Tranqüilidade”, e tantos outros. Mas uma lista é uma lista. As ausências sempre são dolorosas.”

Sobrou para o Andrade


Leio nos sites que agora a tarde a diretoria do Flamengo confirmou a demissão do técnico Andrade. Do ponto de vista maquiavélico, a ação foi certa: o clima estava insustentável, os resultados pífios e a culpa tem que ser jogada em alguém.

Mas, cá entre nós: o “imperador” Adriano perde pênalti em final, deixa de treinar e jogar por ter brigado coma noiva: o goleiro e capitão Bruno dá gritos e empurrões em Petkovic, que, por sua vez, abandonou o estádio em uma partida em que foi substituído; o atacante Wagner Love é matéria do Fantástico por ir a bailes funks ciceroneado por traficantes armados e... o demitido é o técnico Andrade?

Ah, e só lembrando: Corinthians e Flamengo iniciaram o ano gastando dinheiro e investindo em preparação para serem campeões da Libertadores, título que o alivinegro não tem e que o Mengo só conquistou uma vez, com o supertimne de Zico, Nunes, Leandro, Junior e o próprio Andrade. O São Paulo tem três Libertadores, Grêmio e Cruzeiro duas cada um. Quem de Flamengo e Corinthians for eliminado precocemente nas oitavas de final vai comer o pão que o diabo amassou.

Fátima Bezerra: "Serra está delirando quando diz que fez muito pelo Nordeste"


Em entrevista ao programa “No alpendre do PN”, pela 87,7 FM de Parnamirim, na manhã desta sexta-feira dia 23, a deputada Fátima Bezerra criticou duramente o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, e falou sobre os projetos do PT e da base governista para a campanha eleitoral deste ano.
Sabatinada pelos jornalistas José Pinto Junior e Cefas Carvalho, Fátima afirmou que “Serra está delirando quando disse em Natal que foi o político que mais trabalhou pelo Nordeste”. A deputada também criticou a partidarização que parte da imprensa está assumindo.
Sobre a campanha eleitoral, Fátima revelou que o PT disputará a faixa proporcional para deputado estadual em chapa própria, sem coligações. Já na faixa para deputado federal, a petista reconheceu que existe a possibilidade de coligação que inclua o PSB.
Sobre o petista que terá o nome lançado para o Senado, Fátima ressaltou que esta informação será divulgada no dia 16 de maio. Ela ainda ratificou o primeiro voto para o Senado para a ex-governadora Wilma de Faria e disse ter certeza que ela será eleita.

Foto: Myrianna Coelli