A cada dia que passa a imprensa política registra que o senador José Agripino Maia (DEM) vem ficando cada vez mais isolado. Esta tendência pode ter aumentado consideravelmente na semana passada, quando dois secretários “agripinistas” deixaram o Governo Rosalba Ciarlini, tendo sido imediatamente substituídos por secretários “rosalbistas”.
Não foi a primeira defecção de Agripino nos últimos meses. Ele vem amargando ver diversos democratas anunciarem publicamente que vão se filiar ao PSD, novo partido que está sendo criado justamente pela estrela do DEM que mais reluzia na política nos últimos anos: o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
O fato é que as defecções dentro do DEM, a vontade de democratas de migrarem e as crises que Agripino parece estar enfrentando dentro do Governo de uma aliada, Rosalba Ciarlini, mostram que cada vez mais Agripino está sendo isolado. É certo que tem um mandato de senador pelos próximos 8 anos, que é presidente nacional de um partido com histórico (antigo PFL e oriundo da Arena), mas, Agripino corre o risco de virar “cacique” dele mesmo e de uma tribo com pouquísimos índios, como seu filho, deputado federal Felipe Maia.
Restaria a Agripino salvaguardar seus espaços no governo Rosalba. Mas, até isso parece estar dando errado.
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