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Carlos anuncia recuperação do Parque da Cidade e homenagem a Niemeyer


O prefeito eleito de Natal Carlos Eduardo, que está em Brasília para o velório do arquiteto Oscar Niemeyer, no Palácio do Planalto, lamentou a morte do autor do projeto do Parque da Cidade e anunciou que tem agendado na próxima terça-feira (11), no Rio de Janeiro, uma reunião com o arquiteto Jair Valera, que há 30 anos trabalha no escritório de Niemeyer, para tratar da recuperação do Parque. O ex-prefeito, que, eleito em outubro, assumirá novamente a Prefeitura a partir de janeiro de 2013, anunciou ainda que irá prestar uma homenagem a Oscar Niemeyer através da edificação de um busto do arquiteto.

Hugo Manso: "Se Mineiro fosse para o segundo turno, poderia vencer a eleição"

Professor do IFRN, ex-vereador em Natal e candidato ao Senado em 2010, Hugo Manso (PT) foi eleito vereador na eleição de ou­tubro passado e retornará ao Legislativo natalernse a partir de janeiro de 2013. No Alpendre do PN, conversou com os jornalistas José Pinto Júnior e Cefas Carvalho sobre as eleições, partido, objetivo do mandato e política de modo geral. Confira:

O PT votou em Carlos Eduardo no segundo turno e afirmou que não pretendia participar do governo, mas alguns petistas estão inclinados a aceitar cargos. Qual sua posição quanto a isso?
Quando nós votamos pelo apoio a Carlos tomamos a decisão de forma humana. Havia entre nós o sentimento muito forte de abstenção, pois fizemos uma bela campanha no primeiro turno e surpreendemos parte da cidade com os 22% de votos obtidos por Mineiro, que quase foi para o segundo turno, mas percebemos que seria muito ruim para um partido ficar omisso durante as três semanas que a cidade estaria vivendo um forte debate. Poderia ser mais cômodo, mas nós avaliamos que um partido deva ter uma posição. A partir daí conversamos tanto com Hermano quanto com Carlos e inclinamos por um apoio a carlos dado a presença muito forte na campanha de Hermano de figu­ras do governo Micarla e Rosalba, dois governos com os quais nós temos enfrentamento.

O PT chegou a dialogar com Hermano...
Chegamos até a perguntar a Hermano se era possí­vel um rompimento com o DEM e ele respondeu que tinha essa vontade, mas que é uma decisão para o final de 2013. Acontece que precisávamos incidir sobre aquele momento. Se ele rompesse, nós poderíamos ter uma conversa mais pró­xima com Hermano, mas aconteceu o contrário. Eles foram no caminho de uma campanha conservadora. Além do mais, nós já tí­nhamos uma proximidade maior com Carlos Eduardo, até porque participamos da administração anterior. Nossa idéia era unir o partido, mas havia muita gente com o sentimento de neutralidade. Por isso, resolvemos apoiar Carlos, mas sem nos envolvermos em seu governo. Ajudamos Carlos a se eleger e o fato é que, após a vitória de Carlos, se materializa o que eu considero um fato novo: ele ter procurado o PT formalmente para conversar e o presidente do partido ter dito que há uma resolução de não participação deste governo. Choque: foi aí onde houve o equívoco político do PT, que pode ser corrigido no futuro. Deveríamos ter sentado à mesa com Carlos para esta­belecer alguns pontos no sentido de auxiliar Natal sair da crise. Mesmo não participando de forma orgânica deste governo, acho que deveríamos pelo menos ter conversado para levantar alguns pontos. No segundo turno, Carlos pediu 200 dias para limpar a cidade, talvez nós pudéssemos ter pego isso ao pé da letra e trabalhar juntos duzentos dias  e ver o que sairia desse trabalho. Se ele fosse correto durante esse período, nós avaliaríamos as possibilidades, mas no cenário atual o PT está afastado oficialmente dessa relação, mas temos filiados recebendo convites para atuar com Carlos, o que gera um certo constrangimento mútuo e precisamos encontrar alternativas para que isso não se torne uma crise.

Muitas vezes os partidos são criticados por ser adesistas. Agora o PT está sendo criticado por não aderir o governo que ajudou a eleger.
Adesistas nós não somos, isso é fato comprovado. Nós já participamos de vários governos, como o de Wilma, Iberê e do próprio Carlos, mas sem ser adesão, sem a troca de favores. O problema é que a experiência não foi positiva. Isso deixou um trauma porque nós fomos do governo e não fomos empoderados para efetivamente exercer nosso papel. Isso aconteceu na Secretaria de Saúde, na Fundação José Augusto, de chegar ao ponto de pleitearmos várias vezes uma conversa com a governadora e essa conversa nunca sair. Qualquer relação em governos é difícil. Quase nenhum governo é um mar de rosas. Mar de rosas só no de Ro­salba, mas esse do ponto de vista negativo, mas de rosas com muitos espinhos.

Nessas eleições o destaque foi dos institutos de pesquisa, que não deram mais de 13% de intenção de voto para Mineiro. Mas quando abertas as urnas vimos que ele obteve quase o dobro de votos previstos e por pouco não chegou ao segundo turno. Qual a percepção do partido quanto aos institutos de pesquisa?
Eles erraram redondamente. Não posso afirmar que tenha havido má fé, mas erro houve, inclusive do contratado por nós. Há uma leitura de que nosso crescimento foi na reta final e os institutos  não conseguiram perceber. Nós sentíamos nas ruas que havia um forte crescimento, isso foi perceptível. O problema é que quando não se tem um ins­trumento científico que nos dê essa segurança a população votou achando que ou Carlos venceria no primeiro turno ou que Hermano iria para o segundo turno com Carlos. Perdemos muitos votos porque as pessoas preferem votar em quem está na frente, próximo de chegar. A nossa avaliação é de que, caso fossemos para o segundo turno, poderíamos vencer a eleição. Claro que ficou um gosto amargo, mas isso foi devido uma série de fatores. Nossa direção nacional participou pouco da campanha. O que eu senti na minha campanha em 2010, Mineiro sentiu agora: a ausência de uma fala efetiva. Isso nos deixou com o sabor de que um pouquinho mais e tudo seria diferente.

O que se percebe é que o PT, que tinha mais candidatos a vereadores ligados à cultura e educação, foi prejudicado com o fator Amanda Gurgel. O senhor concorda?
A nossa chapa de vereadores não teve metade dos votos que Mineiro teve, nós esperávamos mais. Eu avaliava que poderíamos chegar a 45 mil votos e só chegamos perto de 30 mil. Pelo menos um vereador nós perdemos, porque boa parcela o eleitorado de Amanda tem o perfil de votar no PT. Todo o grupo da coligação de Robério são pessoas que saíram do PT, inclusive o próprio Robério, assim como Dário Barbosa e a própria Amanda, foram militantes do PT. Amanda é claramente um resultado da grande mídia devido sua aparição no Faustão e o partido que soube trabalhar muito bem suas aparições no horário político e fazendo sua campanha em horário nobre.

Qual vai ser o foco do seu mandato?
Natal e sua Região Me­tropolitana. Natal cresceu muito e embaralhou-se com Parnamirim, São Gonçalo e Extremoz. E eu quero dar um foco maior na revisão do plano diretor e quero dialogar com essas cidades sobre essa nova relação. Em Nova Parnamirim, é visível que deve haver um bom diálogo entre as duas administrações, Redinha Nova da mesma forma. Cada um dos bairros por motivos opostos, Nova Parnamirim cresce todos os dias e Redi­nha Nova é um caso de derrota urbana: está abandonada e lá passa o Rio Doce, tem as dunas e é casa dos principais cartões postais do Estado. Nós temos que ter um debate ambiental, de abastecimento de água e alimentos, o que envolve  toda Região Metropolitana, porque Natal quase não produz alimentos, mas é o grande consumidor do Estado. Até mesmo o posicionamento geográfico da Ceasa precisa ser revisto, pois sob o ponto de vista da mobilização urbana a Ceasa está mal posicionada, devido o crescimento da cidade. Nessa situação também está a rodoviária. A mobilidade urbana que deveria sair em decorrência da Copa deve ser abordada com força e dedicação. Nós temos uma trajetória importante dentro do PT sobre esse tema e eu quero associar a verticalização urbana com a preservação ambiental e afirmar que é possível crescer sem atropelar a mata, os passa­rinhos  e os riachos. Nosso crescimento por cima do Rio Pitimbum foi desastroso. O rio está praticamente aterrado, não precisava disso, ele poderia ter sido preservado e ainda assim a cidade ter se desenvolvido. Ainda há tempo de colocarmos um pé no freio nesses aspectos prejudiciais à po­pulação. Aqui mesmo no Alpendre, sede do jornal no centro de Parnamirim e nós podemos ver vegetação, ou seja, isso pode ser feito e as construtoras precisam en­xergar essa possibilidade. Não é ir contra construções, mas sim conciliar meio ambiente e desenvolvimento.

Foto: Riane Brito

MPBeco define ordem de apresentação das finalistas do festival

A organização do MPBeco divulgou o resultado do sorteio para a ordem de apresentação das finalistas a 7ª edição do evento, que realizou as duas eliminatórias com sucesso nos dois últimos sábados, ao lado da Pinacoteca, no centro de Natal.

A ordem de apresentação na final, sábado dia 1º de dezembro a partir das 18h30, ficou da seguinte forma:
01 - Meu Protetor – (Carlinhos Cachaça / Maurício Souto) Arquivo Vivo
02 - Foi Medo (Isabela Morais / Jaina Elne) Jaina Elne
03 - Tambor Brasil (Zorro) Zorro e Brisas do Tempo
04 - Brasil Sem Cor (Vinicius Lins Leão Lima) Quarteto Linha
05 - Ouve Meu Bem (Tom Drummond) Tom Drummond
06 - A Rezadeira (Ricardo Baya / Maíra Salles) Maíra Salles
07 - Então Canta (Pedro Mendes) Pedro Mendes
08 - Fotos Coloridas (Clara Pinheiro / Fábio Rocha) Clara e A Noite
09 - Feliz Ano Novo (Antonio Ronaldo/Lupe Albano) Lupe Albano e O Motor da Onça
10 - Pássaro Astuto (Severino Ramos / Nagério) Banda Pássaro Astuto

Lembrando que antes das finalistas, haverá show com o vencedor do ano passado, Franklin Nogvaes e para finalizar, a banda pernambucana Ticuqueiros.




Foto: Alex Gurgel

Rizolete Fernandes lança "Cotidianas" nesta quinta dia 29

A poeta Rizolete Fernandes vai lançar nesta quinta-feira dia 29 seu mais novo livro: “Cotidianas” O lançamento será na Academia Norte-riograndense de Letras rua Mipibu 443, a partir das 19h.
Rizolete nasceu na cidade de Caraúbas em 1949. Bacharelou-se em Ciências Sociais pela UFRN, em 1977, tornando-se, desde então, militante dos movimentos sociais em Natal, capital do Estado, onde reside, desde 1971. Foi dirigente da Associação dos Sociólogos do RN, do Sindicato dos Servidores da Administração Indireta do RN, do DIEESE/RN e de sucessivos grupos feministas que ajudou a criar, em Natal, Tem participação em coletâneas de poesias publicadas no RN e no RS, em 2004 publicou “A história oficial omite, eu conto: Mulheres em Luta no RN” e em 2006, “Luas Nuas”, seu primeiro livro de poesias. Já foi agraciada pela Prefeitura de Natal com a Medalha de Honra ao Mérito Nísia Floresta, “por relevantes serviços prestados à sociedade potiguar” e, em 2007, foi a vez da Fundação José Augusto, executora da política cultural do Governo do Estado, conceder-lhe o Mérito Auta de Souza, na categoria “Mulheres – Poemas e Poesias”.

Segmento audiovisual potiguar em alta no município de Macaíba

Está sendo realizado em Macaíba o “Curso de Cinema”, promovido pelo ITEC (Instituto de Estudos Culturais), em parceria com o CEPAC (Centro de Estudos, Pesquisas e Ação Cidadã). A grade curricular do curso inclui aulas de Roteiro, Direção de Fotografia, Câmera e Direção. E são ministradas pelos cineastas Geraldo Cavalcanti e Carlos Tourinho. Ao final do curso os participantes irão produzir um filme de curta metragem, cujo roteiro está sendo criado por eles mesmos. O curso é parte integrante do projeto do ponto de cultura “Cinema na Cidade”, promovido pelo ITEC, com recursos do Governo Federal, através do Programa Mais Cultura do MinC.
As aulas vão até o dia 30 de novembro e estão sendo ministradas na Casa de Cultura Popular de Macaíba e no Sinsemac.
Durante o curso de Roteiro, Geraldo Cavalcanti se reuniu com os participantes e criaram a “Câmara Setoral do Audiovisual de Macaíba” (CSAM), órgão consultivo e propositor que representa a categoria do audiovisual no município. A CSAM encaminhou, dia 22, à Câmara Municipal, para ser inserido no plano orçamentário de 2013, a proposta de criação de um centro de formação audiovisual que funcionará como curso de extensão da Faculdade de Artes dos Meios de Comunicação Audiovisual da Universidade Superior de Artes de Cuba.
A coordenação científico-pedagógica e o corpo docente do referido centro será formado por profissionais da faculdade cubana, que é uma das maiores referências em formação do segmento audiovisual em toda a América Latina. Para Cavalcanti, se a proposta for aprovada pelos vereadores e executada pelo prefeito eleito Fernando Cunha (PMN), Macaíba poderá se tornar, em 2013, a primeira cidade a ter um centro de formação audiovisual no RN e um dos melhores do Brasil, o que irá contribuir para o desenvolvimento econômico da cidade e com a geração de ocupação e renda.

Foto: Arquivo pessoal

Fukai: Banda de rock ganha espaço em Natal e além-fronteiras

Cefas Carvalho

Banda recém-criada, a Fukai vem realizando shows em Natal e além-fronteiras (Mossoró e Campina Gran­de, por exemplo) e conquistando admiradores entre os amantes de rock da cidade, mas na verdade a "nova banda" é uma velha conhecida dos aficionados. O grupo Fukai na verdade é uma banda nova pra uma formação antiga, afinal Pedro Victor, Rodolfo, João e Dado tocavam na banda Fe­well, que fez sucesso em Natal no circuito de rock mais pesado. Mas acabou sendo extinta. Após viagens e projetos pessoais, os quatro integrantes voltaram a tocar junto e surgiu a Fukai, formatada definitivamente com a entrada de um novo membro, Dante.
Ouvintes atentos da cena roqueira natalense detectaram que a Fukai tem uma sonoridade mais leve, talvez ecos da surf music, do que a Fewell, que investia em peso nas guitarras. Mas, a banda dribla os rótulos: "Na verdade a gente tenta não definir. São muitas influências diferentes, cada um escuta um monte de coisa e isso, de alguma forma, entra no som. É difícil definir, mas isso que é legal, quanto mais livre melhor", afirma Pedro Victor.
O nome foi tirado de uma animação chamada “Nausicaa do Vale do Vento”, do diretor japonês Hayao Miya­zaki, aquele da “Viagem de Chihiro”. Segundo Pedro, é melhor assistir o filme pra entender, mas resumindo (e fazendo spoiler), "a Fukai é uma floresta de fungos que limpa a terra".
A banda admite ter muitas influências. "Acho que é mais fácil listar estilos que bandas. A gente escuta muito rock clássico, psicodélico, reg­gae, dub, soul, muita mú­sica brasileira também, muita coisa do grunge, anos 90, enfim. Acho que ouvindo a banda da pra perceber as influências mais fortes", dizem Pedro e Rodolfo.
Sobre a cena pop-rock natalense atualmente, a banda vê o cenário com otimismo. "Natal tem muita gente talentosa produzindo coisa nova o tempo todo e isso é ótimo. Existem mais lugares para tocar, mais eventos sendo realizados, mais movimento", assinala Rodolfo. "Natal tem uma cena forte de produção musical há um bom tempo. As bandas se renovam e o público só aumenta", opina Pedro.
Sobre os projetos, a banda planeja lançar o EP de estreia, aproveitando as can­ções autorais que vem sendo divulgadas pelas redes sociais e que já fazem sucesso nas apresentações ao vivo. Serão 7 músicas no EP, entre elas, "Zion", bastante acessada no site You Tube. Quanto a gravar CD "não temos um plano exato. Deve rolar, even­tualmente, mas a gente tem outros projetos em mente", sentencia Rodolfo.

SOBRE A BANDA
Todos os membros da banda são  natalenses da gema. Rodolfo, guitarrista/vocalista e publicitário; Pedro, guitarrista/vocalista e publicitário; João, baixista e geólogo em formação; Dado, baterista e engenheiro mecânico e Dan­te, tacladis­ta/synths/vo­zes e produtor musical. A página Fukai pode ser conferida no Facebook.

Foto: Divulgação

Sábado com Clowns em Pipa e Karina Buhr e Gato Lúdico no MPBeco

Culturalmente, Natal e o Rio Grande do Norte em geral gravitam entre o 8 e o 80. Tem de fim de semana que não tem praticamente nada bom ou aceitável para quem use os neurônios. Em compensação, outros fins de semana tem mais coisas legais do que é humanamente possivel conferir. É o caso deste sábado.
Na Flipipa - Festival Literário da Pipa, além das atrações literárias, claro, haverá hoje, sábado dia 24, ás 17h a última encenação de "Sua Incelença Ricardo III", do grupo Clowns de Shakespeare, gratuito e em praça pública.
Seria imperdível, não fosse pelo fato que no mesmo sábado, praticamente na mesma hora, tem a segunda eliminatória do MPBeco - Festival de Músicas do Beco da Lama, com abertura e fechamento também imperdíveis e também gratuitos: Gato Lúdico às 18h e Karina Buhr às 22h.
Isso sem falar ainda no Samba da Dr. Barata, promovida por Camilo Lemos e sua turma de aficionados por samba e choro na Ribeira a partir das 19h. Resta torcer que nos próximos finais de semana tenha pelo menos uma parcela destas atrações deste sábado riquíssimo em cultura em uma cidade onde via de regra ela é negligenciada.

Fotos: Divulgação

Mineiro: “Até o reino mineral sabe que os institutos de pesquisas têm práticas escandalosas”

Deputado estadual pelo PT, depois de ter sido vereador em Natal, Fernando Mineiro foi candidato a prefeito de Natal e com 85.915 votos, ficou a menos de 1.500 votos de disputar o 2º turno da eleição. Para falar sobre isso e muito mais, ele esteve no Alpendre do PN, onde conversou com os jornalistas Cefas Carvalho e Riane Brito (foto Jonathan de Assis). Confira:

Mineiro, você esperava  chegar tão perto de ir para o segundo turno?
Não só esperava chegar tão perto como pretendia ganhar as eleições. Nós trabalhamos para isso. Infelizmente não tivemos os votos necessários para passar para a segunda etapa. É importante ressaltarmos que o resultado eleitoral não é resultado só do ano eleitoral, é resultado de um trabalho anterior que nós desenvolvemos. Organizamos o PT em núcleos por vários bairros de Natal, nos organizamos nas quatro zonas da cidade, passamos 2011 debatendo a cidade com vários seguimentos e fazendo uma coisa fundamental: saindo do tradicional setor classe média do PT. Não foi por acaso, a nossa nominata de vereadores tinha representações de vários bairros de Natal, fato que não ocorria anteriormente. Fizemos uma aposta de que seria  possível reposicionar o PT na cidade, renovar em termos de referência. Por isso uma chapa com trinta e dois nomes. Foi construído um projeto para 2012, mas a população, infelizmente, escolheu outro caminho.

Como você avalia os ins­titutos de pesquisas, que não só no RN, mas em todo Brasil, erram feio em suas previsões?
Eles não marcaram bobeira. Até o reino mineral sabe que existe uma prática escandalosa dos institutos de pesquisas,  que são contratados por candidaturas e para quem trabalha cada um  dos institutos de pesquisa aqui no Estado. Com todo respeito aos profissionais e seus proprietários, mas nós sabemos que há uma indução. Então, existe uma combinação dos institutos de pesquisas com determinada parte da mídia que joga os dados de uma maneira muito acrítica. Como virou um escândalo nacional, eles inventaram a leitura de que foi um processo de trabalho, mas no dia da eleição existem muitas modificações. Desculpa de amarelo é comer­­ barro, então eu tenho cuidado em não usar desculpas para no fato de não ter sido eleito, mas é óbvio que  a maneira que os dados foram divulgados teve um peso imenso no resultado porque há um percentual enorme do eleitorado que vota em quem vai ganhar e aconteceu um duplo movimento: quem não queria votar em Carlos e via as pesquisas, votava em Hermano, porque teoricamente era quem tinha chance. Quem não queria o Hermano, votava no Carlos, ou seja determinou bastante. Agora espero que a CPI dos institutos de pesquisas no Brasil seja feita. Nós precisamos mudar a relação dos institutos de pesquisas com sua divulgação.

Mesmo as pesquisas se mostrando longe da realidade, o seu crescimento nas intenções de votos foram visíveis. A que você atribui isso?
Fizemos uma campanha muito focada nos bairros com caminhadas combinadas com programas na TV e no rádio. Desde o início definimos que a política que  iria definir o marketing e não o marketing que iria definir a política, ou seja, queríamos que a disputa eleitoral fosse apresentando propostas e debates sobre a cidade, discutir os problemas e apresentar o que achamos que deveriam ser as soluções, isso norteou nosso marketing. As pessoas chegavam para mim e diziam para atacarmos. Eu respondia que não, porque essa não é nossa linha. Nas ultimas três semanas eu sentia isso nas ruas e percebia a discrepância com os números das pesquisas.

A percepção de muita gente é de que a utilização das redes sociais deu uma alavancada na sua candidatura. Qual a análise que você faz sobre as redes sociais e como isso vai afetar as próximas eleições?
Eu acho que é de grande importância, não ainda como seria desejável. Eu sempre interagi muito nas redes e uso como canal de prestação de contas das nossas ações, como disputa de opinião. E cada vez mais acho que vai fluir em todos os lugares porque existe a democratização do acesso  ao mundo digital. Encontramos nos bairros mais populares os jovens com notebook, telefones e apare­lhos que permitem estar linkados. Isso muda a postura do sujeito em relação à sociedade e política. Eu vejo que a questão das redes sociais precisa de mais atenção na sociedade como um todo e o processo eleitoral como um deles. Em termos financeiros despende muito pouco dinheiro para fazer campanha. Eu usei bastante esse artifício e o interessante é que possibilita a interatividade. É uma mão dupla. Por exemplo, eu fui muito questionado nas redes sobre a posição do PT no segundo turno.

O candidato Robério Paulino recebeu 13 mil votos e o senhor não foi para o segundo turno por pouco mais de 1.400 votos. Você acha que a chamada esquerda, casos do PT e do PSOL, quando não se une acaba ajudando os chamados candidatos de direita?
Acho que não. O que faltou foi conquistarmos mais votos, com toda influência das pesquisas e outras questões, o que faltou mesmo foi conquistarmos mais votos, uma franja da sociedade acreditar que era possível. No início da campanha eu dei uma entrevista e me perguntaram qual era o maior desafio e eu respondi que seria vencer o senso comum do processo eleitoral de que o resultado já estava decidido. No início da campanha era maluco quem dissesse que haveria segundo turno em Natal, ainda mais que o eleito poderia ser outro; e, segundo, de que a política é tudo igual. Eu sinto uma sensação de dever cumprido porque fizemos um bom debate sobre a cidade, contrariando um pouco a idéia de que debater programa de governo e proposta não ganha voto.

O PT já está fazendo movimentação no interior do estado, fazendo visitas e conversando com prefeitos. Isso já é um pensamento para 2014?
Na verdade o PT sempre fez visitas ao interior. Eu defendo a tese de que nós devemos discutir 2014 no final de 2013 porque não dá para de antemão definir qual é o caminho que será feito, é congelar a política. Eu defendo que o final deste ano e o primeiro semestre de 2013 sejam trabalhados reorganizando o partido, fazendo um debate interno, referenciando lideranças e discutir o que queremos para 2014. Óbvio que queremos crescer. Mas, crescer como? À luz desse processo é que vamos definir nossas candidaturas.



Disputa pelo Governo em 2014 poderá ser uma "guerra de saias"

Ao observar o atual cenário politico-eleitoral, 2014 terá uma briga de saias para o governo do estado. De um lado a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) tentará a reeleição e do outro lado, provavelmente a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) tentará voltar ao comando do governo.
Rosalba tentará a reeleição porque este é um legitimo direito seu. Mas certamente dirá que precisa de mais tempo para concluir a obra X ou Y.
Wilma de Faria deseja mesmo é ser senadora da República. Mas sabe que 2014 não é o momento, assim como não era em 2010. Tentou e ficou sem mandato. Depois da didática derrota, não deverá insistir em 2014. Pelo que observou na eleição deste ano, Wilma bateu forte em Rosalba.
Em Natal disse que o governo Rosalba não anda. Que está parado e que “não fez acontecer”, numa alusão ao slogan do atual governo. Enquanto Rosalba se concentrou em Mossoró, Wilma viajou a todas as regiões do estado para falar mal de Rosalba e apoiar seus candidatos.
Assim, Wilma se colocou como contraponto. Não disse que será candidata a governadora, mas criou o clima e as condições para liderar a oposição como candidata ao governo. Tem  palanque em muitos municípios e foi eleita vice-prefeita de Natal, fato que lhe possibilita estrutura e não lhe toma tempo. Assim, terá facilidade de percorrer as cidades. Outros nomes da oposição são: o vice-governador Robinson Faria (PSD), Fátima Bezerra (PT) e Carlos Eduardo (PDT). Destes apenas Robinson sinaliza com o desejo de disputar. Mas  sabe que Wilma tem mais chances de vencer Rosalba.
O alto índice de rejeição da governadora não significa uma derrota inevitável em 2014. O governo começa a chegar aos municípios e a reforma da secretaria deverá abrir mais espaço para o PMDB de Henrique e Garibaldi Alves, que já mandam em boa parcela.
Antes do resultado da eleição em Mossoró havia buchicho de que o partido dos bacuraus se afastasse do governo, mas com a vitória de Claudia Regina e mais espaço na máquina estadual deverá se consolidar o apoio a Rosalba. Assim, o partido continuará aliado do DEM no RN e aliado do PT na esfera federal. Muitos aliados procuraram Garibaldi sugerindo que volte a disputar o governo. Mas o senador quer continuar ministro. Quanto a Henrique, só pensa em presidir a Câmara Federal.
Pois bem, contados os votos de 2012, os olhares se voltam para 2014. Neste horizonte, a preço de hoje, aparecem a Rosa e a Guerreira. Confirmado este cenário teremos uma briga de saias. Algo que já virou rotina em Mossoró.

Indústria pornô respira aliviada com vitória de Obama




 Da Folha.com e Uol

A vitória do presidente Barack Obama sobre o candidato republicano e mórmon Mitt Romney foi comemorada pela indústria de filmes adultos. De acordo com o portal especializado XBiz, uma espécie de porta-voz do mercado pornô norte-americano, a expectativa era alta pela reeleição do candidato democrata. Numa sondagem feita no mês passado entre membros da rede do XBiz, quase 70% se disseram favoráveis à candidatura de Obama. Apenas 13% apoiaram a candidatura de Mitt Romney. O fundador da revista "Hustler", Larry Flynt (foto), chegou a pagar anúncios de página inteira nos jornais "Washington Post" e "USA Today" (o "New York Times" recusou reproduzi-lo) oferecendo US$ 1 milhão em dinheiro a quem revelasse as declarações de impostos de renda de Romney. Flynt dizia que o candidato derrotado é um bilionário com valores astronômicos escamoteados em paraísos fiscais. Além da lendária revista, Flynt faz dinheiro hoje com uma rede de filmes adultos que está presente em mais de 50 países, lojas de aparatos eróticos e um cassino.
Procurado pelo portal XBiz, o empresário afirmou que não estava nem um pouco surpreso com o favoritismo de Obama junto à indústria que o tornou famoso. Darren Staples/Reuters O fundador da revista "Hustler", Larry Flynt, declarou guerra ao mórmon Mitt Romney, derrotado por Obama O fundador da revista "Hustler", Larry Flynt, declarou guerra ao mórmon Mitt Romney, derrotado por Obama E o diretor-executivo e fundador da gigante pornô Vivid Entertainment, Steven Hirsch, concorda. "A maioria das pessoas envolvidas neste mercado tem uma visão liberal do governo e de como ele deve trabalhar", disse o empresário, que criou a Vivid em 1984. Segundo analistas, o receio de empresários do mercado do sexo sofrerem pressão com uma vitória republicana seria o principal motivo para se alinharem com Obama. De acordo com a ONG Morality in Media, Romney chegou a oferecer garantias de que, se eleito, iria pedir ao Departamento de Justiça dos EUA para que processasse produtores pornô por obscenidade.


“Contos da Literatura Brasileira” estréia nesta terça no TAM focando vestibular da UFRN



Focado nas provas do vestibular da UFRN deste ano, o espetáculo “Contos da Literatura Brasileira” estreia  nesta terça dia 6, no Teatro Alberto Maranhão, com duas sessões, às 15h e às 19h30, contando com a participação do professor da Língua Portuguesa Josivan Monte, que explanará sobre cada conto encenado.  Ao todo são quatro contos: “Clínica de Repouso” de Dalton Trevisan, “Luz sob a porta” de Luiz Vilela, “Retiro da Figueira” de Moacyr Scliar e “Circuito Fechado I, II, IV e V” de Ricardo Ramos. Em comum, eles abordam temas existenciais inerentes ao ser humano da sociedade moderna e as possíveis mudanças que podem ocorrer em suas vidas ao longo do tempo, provocadas por diferentes fatores, como o abandono social, o estresse e a insegurança. As histórias são aparentemente fictícias, entretanto, exemplos semelhantes são encontrados no dia a dia de cada espectador, de forma própria em cada um, sendo o entendimento individual.
A adaptação dos textos, a sonoplastia, o cenário e o figurino foram criados coletivamente. Produzido por João do Valle e com direção de Ramona Lina - nascida em Macau e formada em Artes Cênicas e Ciências Biológicas pela UFRN, começou a fazer teatro em 1999 e desde então dirigiu  “Nemo”, “Elas” e “Alienação” - “Contos da Literatura Brasileira” conta no elenco com os seguintes atores: Eliene Albuquerque, Melk Freitas, Ijailson Moreira, Nilton Mendes, Natália Rodrigues e Deise Melo. Mais informações com João do Valle pelo 9917-1737.

Foto: Morvan França

Violonista pernambucano se apresenta terça-feira no Solar Bela Vista

A série de concertos Solar Bela Música, atuante desde setembro no cenário cultural de Natal, apresenta esta semana recital de violão com o professor da EMUFRN Ezequias Lira. O recital terá repertório mesclado entre canções latinas e brasileiras, com direito a canções populares como Luiza, de Tom Jobim. O projeto Solar Bela Música é uma parceria entre a Escola de Música da UFRN e o SESI. Acontece todas as terças-feiras às 19h30 no Solar Bela Vista e a entrada é franca.
Violonista pernambucano, Ezequias Lira vem  atuando como músico,  professor e pesquisador em diferentes países como, Canadá, Cuba, México, França e Brasil. Graduado em interpretação instrumental pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e Doutor em interpretação musical  pela Université de Montréal, Canadá, Ezequias pesquisou a tradição oral nordestina e sua influência poético-interpretativa no repertório Brasileiro para violão, abordando em seu trabalho,  a obra para violão do compositor paraibano Edvaldo Cabral.
Em 2009, gravou seu primeiro CD,  Balaio, com obras de Radamés Gnattali, Marco Pereira, Sergio Assad, Antonio Madureira, Barrios e Senô. Em maio de 2010 a convite da UAEH – Universidade  Autônoma do Estado de Hidalgo, México, ministrou curso de interpretação violonística no Primer Encuentro international para La interpretation musical”. Atualmente, Ezequias Lira é professor efetivo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e ministra aulas nos cursos Técnico em violão popular brasileiro, Bacharelado e Especialização em práticas interpretativas dos Séculos XX e XXI.
Foto: Divulgação

Paulo Davim anuncia intervenção no diretório estadual do PV: Micarla é afastada da presidência do partido



O senador Paulo Davim (PV) confirmou, na quarta-feira dia 31 de outubro que a prefeita afastada de Natal, Micarla de Sousa, não é mais a presidente estadual da sigla no Rio Grande do Norte. A Executiva Nacional do PV decidiu intervir no diretório estadual, que será dissolvido e terá uma nova composição anunciada nos próximos dias. Decisão do desembargador Amaury Moura afastou a prefeita do cargo por suposto envolvimento em irregularidades na saúde municipal.
“Recebi uma ligação do presidente nacional, José Luiz Penna, e do líder do partido na Câmara, Zequinha Sarney, dizendo que a decisão foi tomada em reunião. O motivo da intervenção foi um somatório de fatos, não apenas a decisão do desembargador de afastá-la da Prefeitura”, afirmou o senador, cotado nos bastidores para assumir a presidência. Com isso, todos os integrantes do diretório, entre eles Micarla, o deputado federal Paulo Wagner, o deputado estadual Gilson Moura e o próprio Davim, perdem suas funções. Davim foi duro ao comentar o afastamento da prefeita. “Chegamos a um ocaso melancólico na Prefeitura do Natal. A gente lamenta muito, pois todo partido quer fazer boas gestões, crescer e agradar. Ficamos muito tristes com essa situação”, afirmou.

(Com informações do Jornal de fato)

Uma charge de Rômulo Estânrley